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terça-feira, 13 de junho de 2017

Divisão tensiona bancada do PMDB


Após o processo de destituição do deputado Leonardo Araújo (PMDB) da liderança do bloco formado por PMDB, PMB e PSD na Assembleia Legislativa, a situação entre os membros da sigla peemedebista na Casa ficou difícil. Enquanto alguns defendem a expulsão da nova líder, Silvana Oliveira, da agremiação, outros, que são a maioria, apoiam sua permanência no comando da bancada.
Caberá agora à executiva estadual do partido, que se reúne no fim do mês para tratar do assunto, tomar alguma decisão quanto aos encaminhamentos do bloco no decorrer da semana. No entanto, a comissão de ética do PMDB sequer tomou atitude quanto aos posicionamentos de Audic Mota e Agenor Neto que, em dezembro de 2016, deixaram a bancada de oposição na Casa e passaram a ser aliados do Governo Camilo Santana (PT).
Naquela ocasião, o então líder do partido, deputado Leonardo Araújo, chegou a dizer que o partido daria início ao processo de expulsão dos parlamentares, o que, passados seis meses, não se confirmou. O mesmo Leonardo Araújo disse ao Diário do Nordeste que enviou ofício ao partido para que fosse iniciado o processo de expulsão da parlamentar, bem como suspendendo as ações impetradas por ela como líder do bloco na Casa.
"Não vou silenciar ao que a Silvana fez. Ela tentou me intimidar várias vezes, e eu vou para cima dela", disse. Seis dos dez membros do bloco escolheram Oliveira como nova líder: Bethrose (PMB), Agenor Neto, Audic Mota, Gony Arruda (PSD), Osmar Baquit (PSD) e a própria. Já Roberto Mesquita (PSD), Odilon Aguiar (PMB), Leonardo Araújo e Danniel Oliveira (PMDB) seguem na oposição.
"Estou aguardando pacificamente a 'lei da semeadura'", ironizou, por sua vez, Silvana Oliveira, ao ser questionada sobre os próximos passos na legenda. Ela voltou a dizer que tem maioria no PMDB e no bloco e não vê motivação para que a sigla não a aceite como líder da bancada.
O secretário-geral do PMDB no Ceará, João Melo, afirmou que nos dias 27 e 28 próximos acontecerão encontros da executiva estadual, em Brasília, para traçar posicionamento sobre a situação dos membros da sigla.

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