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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Mortes relacionadas à Aids caíram pela metade

Na América Latina, o número caiu 12% entre 2010 e 2016. O Brasil, contudo, foi exceção à tendência regional, e teve aumento de 3% no período ( Foto: Alex Costa )
00:00 · 21.07.2017
Nova York/Paris. O vírus da Aids levou à morte um milhão de pessoas em 2016, quase metade do 1,9 milhão registrado em 2005, anuncia a ONU em um relatório divulgado ontem, destacando uma "virada decisiva".
Mais da metade das pessoas infectadas no mundo recebe tratamento, e o número de novas infecções pelo vírus HIV está em queda, ainda que a um ritmo muito lento para conseguir conter a epidemia, de acordo com dados divulgados antes da inauguração no próximo domingo (23), em Paris, de uma conferência internacional sobre a aids.
Esse avanço se explica, em grande parte, por uma melhor difusão do tratamento antirretroviral. "Em 2016, 19,5 milhões de pessoas, do total de 36,7 milhões que vivem com HIV, tinham acesso a tratamento", ou seja, mais de 53%, segundo dados divulgados pelo programa UNAIDS, o programa de coordenação da ONU contra a Aids, em seu informe anual sobre a situação da epidemia.
"Nossos esforços deram resultado", comemorou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, citado no informe.
"Mas nossa luta para pôr fim à Aids está apenas começando. Vivemos tempos difíceis, e os avanços conquistados podem se apagar facilmente", advertiu.
A cada 17 segundos
Ao todo, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas no ano passado, o que equivale a uma contaminação a cada 17 segundos, em média. Este número registra uma queda constante ano após ano, excetuando-se um ligeiro aumento em 2014. Mesmo assim, o ritmo segue sendo muito lento para erradicar a epidemia.
Ainda não existe vacina para o HIV ou um medicamento que cure a Aids. As pessoas soropositivas devem fazer um tratamento com antirretrovirais durante a vida inteira para impedir que o vírus se propague.
Na América Latina, o número de mortes relacionadas ao vírus da Aids diminuiu 12% entre os anos de 2010 e 2016. O Brasil, contudo, foi exceção à tendência regional, e teve aumento de 3% no mesmo período.

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