segunda-feira, 29 de abril de 2019

Ceará atinge a média da quadra chuvosa faltando mais de um mês para o fim do período


(Foto: José Leomar)
O Ceará atingiu a média histórica da quadra chuvosa, faltando um mês e dois dias (de computação dos dados) para a conclusão da quadra chuvosa no Estado (fevereiro, março, abril e maio), segundo dados da Fundação Cearense de Pesquisa e Meteorologia (Funceme), atualizados no início da tarde desta segunda-feira (30). Os números, sujeitos ainda a alterações, apontam que, de fevereiro até esta segunda, o Ceará registrou 600,9mm, 0,2 milímetros a mais que a média, que é de 600.7mm.

“Podemos já comemorar. Nós já tivemos uma chuva média observada referente aos quatro meses, de fevereiro até maio, nos três meses (de fevereiro a abril). Já alcançamos essa média histórica para o Estado como um todo”, afirma Raul Fritz, meteorologista da Funceme.

A Funceme esclarece que, embora a média tenha sido atingida, deve ser ressaltado que os números (de abril) estão sujeitos a alteração até o fim do mês, podendo oscilar para mais ou menos, pois muitos postos não informaram ainda o registrado e faltam dois dias (de computação de dados) para o término do mês.

Os dados foram alcançados graças ao patamar das boas chuvas de fevereiro e março de 2019. Vale salientar que os três meses, incluindo a parcial de abril, superaram suas médias. Em fevereiro, foi registrado 172,5, 45,4% a mais que a média do período, que é de 118,6mm; março obteve 235,2mm, um desvio positivo de 15,6% e abril com 193,2mm, 2,7% a mais que os 188mm. 

Um fator a ser destacado é que ainda restam 31 dias para o fim da quadra invernosa cearense, que começa em fevereiro  e termina em 31 de maio. Caso as precipitações durante esses dias restantes fiquem em torno da média, é possível que em 2019 tenhamos um inverno acima da média, superior a 700mm. “O mês de maio costuma registrar uma média perto de 91mm. Se vier a acontecer essa média em maio, poderemos ultrapassar a média histórica do quadrimestre”, destaca Raul Fritz.

Apesar dos números positivos, não há muito o que se comemorar em relação ao aporte dos principais açudes monitorados pela Companhia da Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Até ontem, eles registravam apenas 19,9%. Dos 155, apenas 32 estavam sangrando, seis estavam acima de 90% da sua capacidade e 74% com menos de 30% de aporte. Nas regiões Centro-Sul e Central, onde se localizam os maiores açudes cearenses, as precipitações têm sido abaixo da média.     Diário do Nordeste

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