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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Filho de prefeito continua foragido


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O promotor de Justiça Herbet Gonçalves Santos deu detalhes das investigações, em coletiva, ontem
Os dois empresários e o pregoeiro da Comissão de Licitações do Município de Saboeiro, (a 450Km de Fortaleza), que estavam foragidos deste a deflagração da 'Operação Avalanche', ocorrida na última quarta-feira (5), se apresentaram às autoridades, ontem. Outros dois empresários haviam sido presos, durante a ofensiva. Conforme o Ministério Público do Estado (MPCE), permanece foragido apenas Uriel de Alencar Rocha Santos Martins, filho do prefeito de Saboeiro, Gotardo Martins.
Estão presos por mandados de prisão preventiva os empresários Antônio Antonerges Xavier Almeida, Antônio Francisco Fernandes da Costa, Francimar Júnior Martins, Pedro Francisco de Sousa Targino; e o pregoeiro, José Alves de Alencar.
O grupo é suspeito de envolvimento em uma organização criminosa que desviava verba pública do Município. Conforme o MPCE, somente em 2017, já teriam sido desviados R$ 5,4 milhões dos cofres públicos. O valor é decorrente de esquemas relacionados com fraudes em licitações, abastecimento de veículos da Prefeitura de Saboeiro e com a contratação irregular de escritórios de contabilidade.
Conforme o promotor de Justiça Herbet Gonçalves Santos, o filho de Gotardo Martins comandava um grande esquema de desvio de combustíveis da Prefeitura. Mesmo sem ocupação oficial no serviço público, ele estaria emitindo vales falsos no posto de combustíveis de Antônio Francisco Fernandes da Costa.
Os tanques abastecidos, sequer, eram de veículos da Prefeitura. De acordo com a investigação, "ou Uriel de Alencar ordenava o abastecimento em veículos particulares ou sacava o dinheiro em espécie, o que configura os crimes de falsidade documental, peculato, associação criminosa e usurpação de função pública".
Áudios
Áudios que circulam nas redes sociais mostram o filho do prefeito, comentando os desdobramentos da operação. Em uma de suas falas, Uriel Alencar diz que "esses 'cabas' que falam muito, cuidado para depois não perder a língua". Para o foragido, um determinado grupo de vereadores do Município seria responsável pelas denúncias ao MPCE.
Somente o esquema nos postos de combustíveis teria sido responsável por um rombo de cerca de R$ 2,8 milhões.

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