sábado, 28 de março de 2020

Polícia Civil do Ceará fecha fábrica clandestina de álcool em gel no Ceará


A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) fechou uma fábrica de cosméticos em Aracati que estava fabricando álcool em gel adulterado. A ação policial ocorreu na manhã desta sexta-feira, 27. Ao fazer a investigação no local, os policiais constataram diversas irregularidades, entre elas, a mudança na composição correta do álcool em gel. O proprietário da fábrica Eduardo Divino dos Santos, 41, que não registrava antecedentes criminais, foi preso em flagrante.

Durante a ação foram apreendidos cerca de 200 litros de etanol 99%, 15 quilos de éter de celulose, um litro de glicerina, além de 96 frascos de 100 mililitros e 49 embalagens de um litro de suposto álcool em gel já prontos para comercialização. A operação realizada pela Delegacia Regional de Aracati contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) para realização de testes que comprovaram a adulteração do álcool em gel produzido na empresa.

Eduardo foi autuado por crime contra a saúde pública, considerado crime hediondo e inafiançável. O químico responsável pelas receitas dos produtos fabricados no local também foi autuado em flagrante por crime contra a incolumidade pública de forma culposa. O processo foi instaurado e mediante pagamento de fiança ele poderá responder em liberdade. 

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a próxima etapa das investigações será formada por diligências em estabelecimentos comerciais de Aracati e cidades vizinhas, como Russas, onde o produto estaria sendo comercializado e retirá-lo de circulação. 

Esta é a segunda ação do gênero só esta semana. Na última terça-feira, 24, a PCCE fechou outra fábrica clandestina de álcool em gel que funcionava, no bairro Conjunto Jereissati I, em Maracanaú. A produção ocorria em um cômodos de um bar e barbearia do município. O responsável pela produção clandestina foi identificado como Robert Kelly Teixeira da Silva de 39 anos. 


O proprietário confessou o crime e declarou que usava dentre outras substâncias, etanol (álcool combustível), material tóxico para a pele humana para fabricar o álcool em gel adulterado. Robert também não tinha antecedentes criminais e foi autuado em flagrante por crime contra a saúde pública. A pena prevista é de reclusão, de 10 a 15 anos e multa.                      O Povo

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