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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Operários paralisam serviço de adutora da Vila Mineiro por atraso no pagamento

  Operários da obra da Adutora de Montagem Rápida (AMR) da Vila Mineiro, em Jaguaribara, cruzaram os braços nesta quarta-feira, 24. A suspensão dos serviços deve-se ao atraso no pagamento dos salários pela empresa DG Log. Até a cantina que fornecia alimento também cortou o fornecimento.
As informações foram confirmadas pelo presidente da Associação dos Produtores Rurais da Vila Mineiro, João Paulo Freire. “A obra está atrasada em mais de 60 dias, precisamos da água, mas agora vai demorar mais ainda”, lamentou. “A paralisação é por tempo indeterminado”.
A adutora é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), que por meio de licitação contratou a empresa DG Log. A adutora tem 18 km e vai captar água do Rio Jaguaribe, na Bacia do Açude Castanhão, no projeto Curupati-Irrigação. Os canos foram instalados, mas ainda faltam a casa de força e a unidade de bombeamento.
A obra começou em novembro de 2016 e deveria ficar pronta em 13 de março passado com o objetivo de atender o abastecimento de 350 famílias de dez localidades.
O Dnocs desde novembro de 2016 está implantando oito adutoras no Ceará e todas elas estão com cronograma atrasado: São Luís do Curu, Apuiarés, Tamboril, Triângulo Chorozinho, São João do Aruaru, Iracema, Pereiro e Vila Mineiro. 
ESCLARECIMENTOS 
O diretor da empresa DG Log, Rafael Drummond, esclareceu que os salários dos operários estão pagos e também a despesa da cantina. “O que falta é o pagamento da produção por montagem de canos, no valor total de R$ 9 mil para ratear com os operários”, disse. “Os salários estão todos pagos, mas só posso pagar a produção, um espécie de prêmio, após o teste porque pode haver vazamentos e o conserto precisa ser feito”.
Rafael Drummond disse que compreende que a comunidade vivencia momento de ansiedade, mas que na semana que vem a adutora deve entrar em funcionamento. “Falta a ligação elétrica por parte da Enel, mas vou levar um gerador para colocar em funcionamento por pelo menos um mês até a ligação da rede pela concessionária de energia elétrica”, explicou.
O empresário explicou ainda que o atraso deveu-se à mudança do projeto original. “O açude Castanhão secou, a água ficou distante do ponto original de captação e tivemos que ampliar rede de cano Pied e dos cabos”.

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